sexta-feira, junho 27, 2008

Ilustra Brasil 5

Nesta quarta fui ao Senac assistir a palestra "Prós e contras das adaptações literárias para os quadrinhos", com participação de Spacca, Guazelli, Marcatti, Gabriel Bá e Fábio Moon.
Quando se vai a um evento desse nível, voltamos para casa cheio de novas configurações no cérebro, kkkk . Muita informação, nuances, bastidores. Fica difícil até pegar no sono...
Tomo a liberdade de postar abaixo algumas anotações que fiz:
*O trabalho do quadrinista interfere no que o leitor imagina?
*A imaginação reconstrói um lapso entre um quadro e outro.
*A ilustra estimula de outra forma. Esconde ou revela.
* Flaubert proibia que adaptassem sua obra.
*Tudo passa pela qualidade do autor (quadrinista)
*Quando não funciona, chama a atenção, destoa. Se o desenho (ou o texto) está ruim, aparece. Têm que ficar invisível. ENTRAR na história.
*Guazelli faz mestrado sobre Zé Carioca na USP, foco no Canini, brasileiro que desenhou Disney e que, pasmem, assinava seu trabalho no Zé Carioca. (Imaginem um operário da engarrafadora assinando uma garrafa de Coca-Cola!!!)
*Até quando quadrinhos vão continuar se explicando?
*Situação está mudando. Livros didáticos já têm tiras.
*As críticas vão recuando cada vez mais.
*Fazer quadrinhos é "Cool".
*Talvez não precisemos nos explicar tanto, mas continuamos por força do hábito.
*Na França e Argentina certamente não haveria um debate como esse aqui.
*Argentina: desde os anos 50 há a profissão de roteirista.
*O problema de fazer HQs é errar cada vez menos.
*É saudável que tenhamos coisas ruins. Da quantidade nasce a qualidade.

Lembrando que transcrevi minhas anotações fielmente. Algumas podem parecer sem sentido, pois foram feitas p/ me fazer lembrar do que ouvi e vi. Mesmo assim pode ser válido.
Depois da palestra peguei na biblioteca os livros do Spacca: "Santô e os pais da aviação" e "Debret, viagem histórica e quadrinhesca ao Brasil". Tô lendo e recomendo.

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