quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Homens na multidão


Eles estão por toda parte. Os vejo sempre, a qualquer hora. Homens (e até mulheres) desiludidos, perdidos numa nuvem de inconsequências.
Hoje não foi diferente. Cedo, pouco depois das 6 horas, estou saindo pra minha corrida diária, e já no portão encontro o primeiro desses seres. Enigmáticos seres. De onde vêm, o que faziam antes de tornarem-se o que são? Será que possuem família, estão loucos ou desmemoriados, ou foram os vícios? Talvez a sorte não lhes tenha sorrido. Sei lá.
Vivemos todos no mesmo planeta, abundante, rico, próspero, mas também miserável, sujo e pobre. Cada um de nós vive um mundo próprio. Percepção da realidade diferentes. Como acredito, não importa o que te acontece, mas como você reage ao que te acontece. Acho que é mais ou menos como o lance das bactérias e vírus. Elas estão por aí, à nossa volta, milhares. Mas não nos contaminam, se nosso sistema imunológico estiver ok.
Voltando aos mendigos, se alguém leu "O homem na multidão", de Edgar Allan Poe, vai ter uma bela e forte visão dos sentimentos que tenho quando fico curioso pelo histórico de vida dessas pessoas. Edgar Allan Poe escreveu ótimos contos e influenciou muita gente dos quadrinhos e cinema. escreveu "O gato preto, O barril de amontillado, Os dentes de Berencice, O retrato oval, Os crimes da Rua Morgue" (foi adaptado pro cinema), entre muitos outros contos fantásticos.

Um comentário:

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE SONHOS ILUSTRADOS disse...

Gilberto, demais isso cara!!!!
Triste mas excelente percepção!!
Um dos melhores desenhos seus! Passa vida cara, ainda que seja triste! Mas infelizmente é uma realidade mesmo. Aqui em Copa nem se fala. Se estiver conversando e não ver, pisa em cima!TRISTE!
Há 2 meses atrás começamos a ajudar o Luis André um menino de rua, muito simpático e educado. Saiu de casa pois a mãe e pai desempregados e doentes n tem dinheiro pra nada e ele tem q arrumar vendendo jujuba. Eu e Fernanda enchemos uma mochila com cuecas, meias, shorts, blusas, 2 pares de tênis novos e um pacote de jujuba. Semana seguinte ele n estava com a mochila, nem com nenhuma das roupas que demos. Ficamos sem graça de perguntar, pois sei que vendem pra comer. No Natal Fernanda comprou comida pra ele e o garoto quase caiu de duro qd viu o prato de comida. N comia fazia 3 dias. No reveillon demos um colchonete que ele dividiu com uma amiga muito doente do pulmão. Todas as vezes eu voltava chorando igual a criança.N conto isso pra me vangloriar não, apenas que entendi que o egoísmo leva a isso. Ante-ontem no metrô uma senhora passando mal, ngm levantou o rosto ao menos para acudí-la, eu e um senhor nortista que a acudimos!!Enfim,
o nosso povo bnrasileiro é estranhamente pacífico.Dias desses em um documentário, um ex-político da Inglaterra disse que lá os políticos é que tem medo da população, enquanto no Brasil, disse ele, é o povo que tem medo deles.Por isso as coisas n andam.

Comecei a ler Allan Poe mas n sei pq parei, Vou voltar!

Abraços forte.