quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Esse subestimado, o personagem.

Vou colocar aqui algumas considerações sobre personagens e sua criação. Na verdade é uma adaptação livre de postagem no blog espanhol Pecios. Não vou traduzir literalmente, mas dependendo do meu tempo, maior ou menor, devo acrescentar mais detalhes de outros estudiosos. Will Eisner, por exemplo, têm ótimos livros sobre personagens de quadrinhos...
Então vamos lá:

PERSONAGENS

Três pontos são importantes:
1°) Fidelização
2°) Mercantilização
3°) Autores, editores e leitores                                                                                                                                    



 A FIDELIZAÇÃO nos diz que o maior ativo com que conta os quadrinhos para atrair leitores é o personagem.
Uma vez que o leitor se identifique com um personagem, será difícil que o abandone. Preferirá seguí-lo a se aventurar com outro.


MERCANTILIZAÇÃO: Quando um personagem consegue sucesso, seu valor como mercadoria suplanta o valor que tinha como HQ. Nesse caso o autor perde o controle sobre o personagem, que adquire vida própria.





AUTORES, EDITORES E LEITORES 
Autores e editores sabem o quanto é difícil conseguir que um personagem se conecte com o leitor. Quando o conseguem, procuram prolongar a série, geralmente muito além do que é necessário. (No oriente já não é assim. Os mangás costumam ter começo meio e fim)
Porém o leitor é que sempre têm a última palavra.



Bom, vou parar por aqui. Amanhã posto mais um pouco sobre o assunto. Se você quiser adiantar a leitura, mesmo em espanhol, vá ao blog Pecios. Deixei o link no início do post.
Grande abraço a todos.



3 comentários:

Eduardo Schloesser disse...

Muito interessante. Analisando coisas assim, notamos como é complicado trabalhar neste meio, há uma série de fatores para conseguir emplacar num mercado tão concorrido, não falo só de hq nacional, mas quadrinhos como um todo. Um personagem criado no final das contas é uma mercadoria que tentamos vender. Como chegar ao público e estabelece-lo, e ainda não perder as rédeas da situação se fizer sucesso, é coisa difícil.
Fico no aguardo da continuação.
Forte abraço.

Gilberto Queiroz disse...

É verdade, Eduardo. É muita coisa pra se pensar nesse louco mercado das hqs. Quantos personagens tiveram sucesso no passado e agora são apenas lembranças na mente de seus criadores e historiadores mais ativos e teimosos? Muitos com certeza. Os que estão aí, aparentemente robustos e eternos, o que fizeram diferente?
Logo posto mais coisas acerca disso.
Grande e ótimo final de semana pra vc e a Verônica.

Gilberto Queiroz disse...

Quis dizer "grande abraço", kkk.