sábado, setembro 20, 2014

O blog, esse mau amado...







Antigamente publicar algo seu era super trabalhoso. Normalmente isso era feito através de fanzines, publicações à base de xerox e outros malabarismos. E que alegria ver que isso chegava às pessoas de uma maneira forte, apesar do amadorismo. Talvez até por isso mesmo. Esse amadorismo transpirava energia. Eu mesmo nunca fiz fanzine nos bons tempos áureos pré computador (só em meados de 2008 fiz uma breve tentativa com alguns alunos), mas costumava comprar vários, de diversas partes do Brasil. Geralmente via os anúncios em gibis de editoras como Grafipar, Maciota, D'Arte e outras. Anotava e escrevia. Cartas mesmo, e não e-mails, pois não havia PC. Era década de 80.
   Hoje em dia os fanzines viraram revistas, praticamente. O acabamento da maioria das publicações independentes é tão bom ou superior a muitas das publicações oficiais.
    Com a massificação do computador e posteriormente, a internet, ficou cada vez mais fácil que seu trabalho seja visto por milhares de pessoas. Muita gente publica seus contos, suas hqs, tirinhas e charges e atingem assim, muito mais gente, praticamente sem os antigos custos de se lançar fanzines. Tornam-se alguns, inclusive, celebridades do meio artístico e gráfico.
   No Brasil, me parece, o grande sucesso das redes sociais desvirtuou um pouco os chamados "Blogs". O objetivo do blog, no início, era ser um diário. Publicações diárias de conteúdos os mais variados possíveis. Havia (ainda há) blogs sobre todos os temas possíveis. Na área artística foi e ainda é, uma plataforma muito bacana para autopublicação online. Mas no Brasil, primeiro o Orkut (que oficialmente encerra suas atividades agora em 30 de setembro), e depois o Facebook, ganham a batalha do imediatismo e da vontade de se fazer lido, visto e/ou ouvido. Você acaba de publicar algo na rede social e já pipocam likes e coments. No blog é algo mais demorado, e não fosse as estatísticas do Google ou os marcadores de visita, não saberíamos se estamos sendo vistos. Se você grita a plenos pulmões no deserto, esse grito faz barulho? Nesse caso, sim. Você grita, mas ainda é um ouvinte. Ouve o próprio grito. Talvez o blog seja assim também.
    Um amigo meu comentou que os blogs dos artistas gringos continuam dinâmicos e ativos. Ao contrário dos blogs de artistas brasileiros. Pessoalmente acho importante manter um espaço assim. Posso postar meus desenhos e rabiscos quando der na telha, ou escrever coisas que certamente não mudarão o mundo, mas mudam, ou melhor, direcionam meu mundo (Quem sabe, o mundo de mais alguém. Positivamente, é claro).
   Bom, fiz esses desenhos em viagens curtas de uma estação para outra. E sempre é muito gratificante desenhar.
    Se você leu até aqui, obrigado pela paciência. Não prometo textos regulares, mas vez ou outra, as idéias em forma de palavras ocuparão mais espaço que os desenhos. Aliás, como era anteriormente este blog.
    Grande abraço a todos.

2 comentários:

J. DAVID LEE disse...

Não desanime, Gilberto. É bem provável que os blogs de hoje em dia pareçam ter menos acessos que a poucos anos atras, sinto isso analisando os acessos. Mas, também temos outras alternativas com FlickR, Tumblr que podem ter feedbacks mais imediatos... Pessoalmente continuo acreditando no Blogger e Wordpress.

Gilberto Queiroz disse...

Beleza, David! Não desanimo, por certo. Sigamos desenhando e postando nessa rede mundial.
Grande abraço e obrigado pela visita!