quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Quadrinhos Underground



Esse documentário sobre o mercado Underground de Quadrinhos brasileiros é de uma ou duas décadas atrás. Não consegui precisar a data correta. Mas creio que é década de 90 mesmo. Produzido pela extinta TV Manchete.
   Acordei pensando em "contemporaneidade", uma palavra longa, não muito usual e que, confesso, nem fui ao dicionário para confirmar o sentido exato. Mas para mim creio ser tudo sobre contemporâneos. Por exemplo, Leonardo era contemporâneo de Michelangelo e Rafael (este morreu bem moço). O que sabiam um do outro? Chegaram a se cruzar na rua? Como nessa época do Renascimento as comunicações eram muito precárias e o mundo, apesar de um ovo, poderia parecer muito maior do que é hoje, fica a curiosidade...
  No caso desse documentário, para quem assiste hoje com algum conhecimento da cena quadrinística e de seus personagens, a palavra contemporaneidade revela de forma divertida como eram e talvez evoluiram alguns desses autores. Não havia internet, havia os fanzines, e as pequenas editoras trabalhavam exclusivamente para a distribuição em banca, pois ainda não havia ComicShops ou venda em livrarias. Esse mercado de banca era dominado por Mauricio de Souza, diga-se de passagem.
   Alguns autores aparecem na reportagem, entre eles: Cesar Lobo, os saudosos Flavio Colin e Glauco, Angeli, o saudoso estudioso Moacy Cirne, Rodval Mathias, Franco de Rosa, Marcatti, Luiz Gê, Emir Ribeiro, Guazelli, Adão Iturrusgarai e Lourenço Mutarelli.
   Meu amigo Celso Mathias, ainda garoto e cabeludo, aparece aos 2:53 min, quando trabalhava, em início de carreira, no estúdio do Cesar Lobo, no Rio de Janeiro. Só descobri porque um pouco antes aparece um quadro do Michael Jackson num canto e eu sabia que esse quadro havia sido pintado por ele. Aparição rápida, mas confirmei com o Celso...
   Bom, espero que seja divertido ver o vídeo, e educativo. Saber o que foi feito antes e como as coisas eram sempre é uma grande base para passos futuros. Lembro que o video é recomendado para adultos, (talvez correndo o risco de parecer piegas) .
Grande abbraço a todos.

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